ah
o cansaço
o quase desalento
a última gota a querer
fugir da frágil
taça de jasmim
o sol depois e
sempre
teimoso ainda e
sempre
e sempre laranja em gomos
em se me vertendo
e outra vez a lua
minguando
e outra vez tão cheia
em espelho
como escapar ao destino
gerindo
lhe cedendo?
jaime vehuel
(foto: Amálgama - Companhia de Dança de Mafra)
3 comentários:
... simplesmente... sendo.
Um abraço.
R
Lindo poema, ainda bem que se deu a conhecer-me, pois foi um prazer descobri-lo.
o jasmim floresce enquanto o descobres, sendo o cansaço por ele, desalento???? Pode ser, brilho? Renascimento?
"...teimoso ainda e
sempre
e sempre laranja em gomos
em se me vertendo" >>> e, porque deixas que pare? porque permites o não nascimento? De ti?!
"e outra vez a lua
minguando
e outra vez tão cheia
em espelho" >> esta imagem, é bela!
"como escapar ao destino
gerindo
lhe cedendo?" >> não precias escapar ao destino, sabias? Falas dele, como se algo exterior a ti, fosse; és o seu criador, logo, geres, cedes, entregas-te, vives nele.
um beijo!
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